Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 06/08/2020

O autocuidado é essencial para preservar a saúde física e psicológica. No entanto, tal cultura apresenta desvios comportamentais. Dentre esses, cabe analisar a negligência e, consequentemente, a desvalorização da saúde mental como fatores que demonstram a importância do autocuidado nos dias atuais.

Em primeira análise, pode-se apontar como um empecilho para a consolidação de uma solução, o descuido com a saúde. Segundo Sharon Feder, psicóloga e coach de saúde e bem-estar, é necessário procurar um médico pelo menos uma vez por ano. Contudo, observa-se que a população, em vez de cumprir as recomendações médicas, negligencia esse cuidado. Desse modo, tais indivíduos encontram-se expostos ao risco de desenvolver problemas emocionais e físicos.

Em segunda análise, convém ressaltar que o descumprimento das recomendações médicas contribui para a desvalorização da saúde mental. Em congruência ao pensamento do filósofo Fiódor Dostoiévski, “a melhor definição que posso dar de um homem é a de um ser que se habitua a tudo”, pode-se dizer que, em decorrência da ausência de informação e acompanhamento médico, a população se habituou a desvalorizar questões ligadas a saúde emocional. Logo, torna-se fundamental cultivar a cultura do autocuidado para preservar a qualidade de vida em todos os aspectos.

Verifica-se, portanto, a necessidade de efetuar mudanças nesse setor. Assim sendo, o governo deve estimular e informar à população sobre a importância do autocuidado, por meio da distribuição de cartilhas, nas quais o risco de desenvolver problemas graves esteja incluído, a fim de garantir que a população tenha conhecimento de todos os malefícios e benefícios que envolvem o autocuidado, além de evitar a negligência e a desvalorização da saúde mental por falta de informação. Dessa forma, será possível construir um cenário de hábitos saudáveis.