Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 13/08/2020
O impressionismo, na arte, foi um dos principais meios, pelo qual artistas renomados, como por exemplo, Van Gogh e Edvard Munch, retratavam a sua saúde mental, ou melhor, a falta dela. Nos dias atuais, a relação humana com os transtornos mentais está cada vez mais íntima e difícil de controlar. Isso ocorre, principalmente devido a autocobrança e ao acelerado fluxo de informações, no qual os indivíduos estão submetidos. Portanto, é necessário que haja uma discussão sobre o assunto.
Em primeira análise, para o filósofo sul-coreano Byung Chul Han, o excesso de positividade presente na sociedade contemporânea se estabelece como gatilho na criação de uma “sociedade do desempenho”, cenário em que a produtividade se torna essencial para os indivíduos. Nesse contexto, o corpo social, em questão, se submete à autocobrança e posteriormente, à decepção.
Ademais, com o surgimento da internet, durante a guerra fria, o acesso à informação, se tornou algo mais democrático e rápido com o passar dos anos. No entanto, o excesso informacional contribuiu para o desgaste mental, haja vista que, de acordo com um levantamento da Fundação Getúlio Vargas, 41% dos jovens brasileiros apresentam sintomas como tristeza, ansiedade ou depressão, devido o uso das redes sociais.
Portanto, é necessário que haja uma parceria entre, o Ministério da Saúde e o Governo Federal, para que, através de incentivo e disponibilidade de terapia gratuita, a “sociedade do desempenho” de Han, seja cuidada e controlada. Faz-se, também, necessário debates, por meio das escolas, que abordam a temática da saúde mental e a importância de seu cuidado na modernidade. Desse modo, será possível viver em uma sociedade mais criativa, como Van Gogh, porém, menos melancólica, como as cores do impressionismo.