Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 06/08/2020
A citação “mente sã em um corpo são”, do poeta romano Juvenal, alude à questão do que se deve desejar para ter uma vida plena e equilibrada. Todavia, atualmente, a sociedade contemporânea caminha para um abismo de desinformação e de doenças psicológicas, patrocinadas, principalmente, pela lacuna educacional cultural, que falha em ensinar às pessoas sobre cuidados físicos e psicológicos, além de um preconceito da própria sociedade acerca da saúde mental.
Primeiramente, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, na obra “Modernidade Líquida”, a globalização promove o desenvolvimento de relações superficiais e o individualismo. Sob essa ótica, verifica-se que se aplica à realidade, visto que os falsos padrões moralmente aceitos de um vida perfeita expostos nas redes sociais aliados à passividade governamental, que não prioriza informar sobre as consequências do sedentarismo e de uma alimentação disfuncional, como diabetes, depressão e ansiedade, tolhe a população da relevância do autocuidado físico e psicológico.
Ademais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dados recentes mostram que 86% do brasileiros sofre de algum transtorno mental, como ansiedade e depressão. Infelizmente, com raras exceções, esses casos não são tratados, devido ao preconceito cultural da própria sociedade, que intimida ,com falsos argumentos,fundados no medo e na ignorância, àqueles que precisam de atendimento.
Dessarte, é imprescindível que medidas devam ser tomadas para reverter a situação. Cabe ao Ministério da Educação instituir, nas escolas, debates e palestras, desde a educação básica, que versem sobre a importância da saúde física e mental, adjuntos de profissionais como médicos e psicólogos. Dessa forma, construir-se-á, nos futuros cidadãos, a empatia e autocuidado necessários para uma sociedade equilibrada. Só então, o ideal do poeta Juvenal, estará aplicado de forma correta e a sociedade caminhará rumo à liberdade.