Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 04/12/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas Moore, é retratada uma sociedade perfeita na qual essa se caracteriza pela ausência de conflitos. Contudo, ao observar a realidade, nota-se que o exposto de More apresenta um equívoco, uma vez que a cultura do autocuidado não é difundida corretamente. Dessa maneira, em razão de uma uma negligência estatal e uma lacuna escolar, emerge um conflito que necessita de resolução.

Primordialmente, vale ressaltar o Estado como formentador da questão. Segundo Thomas Hobbes, é função do Estado promover o bem-estar social. Entretanto, tal maneira não é corretamente efetivada, tendo vista que segundo a OMS, o suicídio é a principal causa de mortes entre pessoas de 15 a 19 anos. Partindo disso, a alta quantidade de casos de suicídio tem como causa a baixa quantidade programas de bem-estar e baixa difusão de hábitos auxiliares que consiga prevenir tais atos. Assim, essa postura governamental é prejudicial.

Ademais, a questão encontra forma de expansão na base educacional lacunar. De acordo com o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Nessa perspectiva, se há um problema social, há como raiz uma lacuna no âmbito escolar. No que tange a falta do autocuidado, verifica-se como uma causa latente desse descuido, uma vez que a escola não tem cumprido seu dever de prevenir e reverter a problemática, visto que tem trazido esse assunto de forma superficial às salas de aula.

Portanto, são necessárias medidas que coíbam a problemática. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de profissionais qualificados, tais como psicólogos promovam aulas e palestras  nas escolas sobre os benefícios do autocuidado em todos âmbitos da vida e como cativar ele  – a fim de que todas pessoas possuam capacidade de se cuidar e enfrentar os desafios diários da vida. Assim, se consolidará uma sociedade que priorizará o autocuidado e a saúde mental, atingindo a Utopia de More.