Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 08/08/2020
Durante a pandemia da COVID-19 a saúde mental das pessoas que se mantiveram em isolamento social esteve muito afetada negativamente. E assim, elas comprovaram como a prática de autocuidado é essencial para uma vida saudável. Contudo, realizar ações voltadas para o bem-estar pessoal, como atividades físicas e ter vida social , não faz parte da rotina de toda a população mundial. Logo, há países que não cumprem a tarefa de dar suporte aos seus habitantes porque não apoiam devidamente a sanidade mental de seus cidadãos.
Assim sendo, os hábitos de autocuidado não são praticados de forma absoluta, por serem reflexo das desigualdades socioeconômicas. Visto que fazer exercícios físicos, ter higiene e socializar-se, práticas ditas pelo site IBC Coaching como necessárias para consolidar o autocuidado e consequentemente uma saúde cognitiva, dependem da disponibilidade monetária, pois o mundo é majoritariamente capitalista. Portanto, o direito de possuir saúde mental, que deveria ser universal e visado pelos governos nacionais, se restringe às pessoas com maior poder aquisitivo.
Considerando que é dever das nações assegurar o bem-estar de seus cidadãos, é dessas a obrigação de promover a cultura do cuidado pessoal, pois essa é capaz de resultar na atenuação das insatisfações diárias, infelicidades e estresses, como ocorreu com seus praticantes na pandemia do coronavírus. Entretanto, não existem muitas políticas públicas direcionadas à saúde mental envolvendo ações auto valorativas ou ainda que auxiliem as pessoas sem condições financeiras de desenvolver uma mentalidade saudável através de meios privativos.
Dessa forma, a saúde mental, facilmente moldada pelo autocuidado, é dependente das decisões e atitudes tomadas pelos governos nacionais. Então, a Organização Mundial da Saúde, por meio de um encontro voltado para a discussão desse tema, implantará em diversos países a ideia de desenvolver programas apoiadores da saúde cognitiva universal. Desse modo, eles desenvolverão políticas públicas provedoras de locais e profissionais especializados em bem-estar pessoal, que serão responsáveis por proporcionar a sanidade mental a todas as classes sociais de suas nações.