Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 13/08/2020

Nos tempos atuais, o autocuidado é visto com uma medida extrema, de modo que apenas quando a pessoa se esgota, esta decide então parar e cuidar de sua saúde mental. Assim, o autocuidado não é um gesto que vem em primeiro lugar, uma vez que por vivermos em um tempo que não há pausas na rotina, não há espaço para os cuidados pessoais que são extremamente necessários.

Um dos assuntos mais falados pela comunidade científica é sobre transtornos psicológicos, como a ansiedade, a depressão, o estresse, entre outros… que são muito comuns na geração moderna. Com a lógica atual de produtividade acelerada, os seres humanos escolhem o trabalho a cima de tudo, de maneira a gastarem todas as suas energias em ações externas, não só no trabalho, mas no caso dos jovens, em estudos excessivos, muitas horas gastas no computador etc.

A terapia surge então, como um modo de exercer o autocuidado, o profissional obriga o paciente a tirar o foco nas atividades externas e concentrar-se no interior de sua mente. Esse exercício além de proporcionar um sentimento de autoconhecimento, ajuda também no relaxamento do corpo da pessoa, de modo que esta possa ter um melhor desempenho no trabalho e nas tarefas cotidianas. De acordo com Sharon Feder, psicóloga, todos deveriam passar pelo menos uma vez pelo processo da terapia, que é por meio desta, que temos novas ferramentas e recursos para enfrentarmos as dificuldades da vida.

O autocuidado vem desde práticas esportivas à experimentar uma meditação, sendo inúmeras as maneiras de cuidar um pouco do próprio organismo. Se todos pudessem se imobilizar e sair da rotina que carregam por apenas algumas horas, não teríamos uma parcela tão grande da população “doente”.

Há alguns que vão dizer que é perda de tempo, porém a vida não se resume em uma produtividade infinita e, sim nas tentativas de conquistar um estado de felicidade.