Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 13/08/2020

Na música ‘‘Pretty Hurts’’, é relatada a busca insaciável pela aparência perfeita de uma postulante ao concurso de beleza, com isso, o excesso do autocuidado para conseguir a excelência, proveio futuros problemas psicológicos. Decerto, muitas pessoas sofrem de uma deficiência psiquiátrica, mas passam a negligenciar, uma vez que esse assunto ainda enfrenta entraves na sociedade atual. Além disso, a pressão exercida pelo corpo social em construir indivíduos padronizados gera frustração, sendo assim, diminuindo a atenção às próprias necessidades corporais e emocionais. Diante dessa perspectiva, pode-se analisar que essa problemática persiste na influencia da mídia na comunidade e a banalização de problemas mentais.

No contexto abordado, é crucial analisar o papel dos meios de comunicação - que moldam a forma de como a população raciocina - criando arquétipos e atuando em vários aspectos - profissionais, pessoais etc da vida dos povos. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman: ‘‘A preocupação com a administração da vida parece distanciar o ser humano da reflexão moral’’. Neste sentido, as pessoas não auto se cuidam, pois fazem o necessário para serem aprovados na sociedade, visto que foram habituados a seguir um senso comum, vivendo para um sistema que requer seguimento de esteriótipos  e não para si mesmos. Assim, criando uma multidão baldada, com mais chances de desenvolver transtornos mentais.

Outrossim, o preconceito sobre distúrbios psicológicos ainda é bastante presente no corpo social, sobretudo pelo lugar que a loucura ocupou na história - o louco como alguém a ser afastado, enclausurado, aquele que não compartilha da ‘‘mesma realidade’’ que os demais. Evidentemente, pelo  julgamento, as pessoas não querem ser reconhecidas no lugar daqueles que têm doenças psiquiátricas, assim não procurando tratamento profissional, agravando a psicopatologia. Logo, com a falta de diálogos e estudos sobre o assunto, ocorre a banalização dos transtornos psicológicos.

É necessário, portanto, que o Ministério da Tecnologia junto com a Secretária de Comunicação, façam programas de televisão, que passem em um horário nobre, onde falem sobre a aceitação das pessoas de diferentes estilos, aparências, com finalidade de representar grupos que não seguem determinados padrões. Cabe também ao Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde, promova palestras e aulas presenciais e virtuais grátis com professores, psicólogos e psiquiatras, no intuito de conscientizar pessoas que não sabem a importância de uma boa saúde mental. Desse modo, a população aumentará o cuidado pessoal e assim não vai repetir a realidade exibida na música ‘‘Pretty Hurts’’.