Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 11/08/2020

No filme “I Feel Pretty”, Renee Barrett é uma mulher com autoestima baixa, e tal fato faz com que ela não se sinta confiante para lidar com algumas questões. Entretanto, após um acidente, ela começa a olhar para si mesma com mais empatia e percebe que a falta de amor próprio era a única coisa que a impedia de ser feliz. Analogamente, percebe-se cada vez mais na sociedade pessoas com o mesmo comportamento de autodepreciação da personagem, causados por inúmeros fatores. Logo, é preciso o incentivo ao autocuidado físico e mental que, quando em falta, podem causar transtornos mentais e doenças, assim prejudicando a qualidade de vida do indivíduo.

A princípio, com o aumento do uso das redes sociais e a facilidade de acesso, está se tornando cada vez mais normal a exposição de rotinas. Até certo ponto, isso é algo normal e divertido tanto para quem compartilha quanto para quem consome o conteúdo. Entretanto, surge nos espectadores o sentimento de comparação que, quando não controlado, pode se tornar um inimigo da saúde mental. Segundo uma pesquisa feita por cientistas canadenses, entre os que passam horas por dia nas redes sociais, o percentual de sintomas de depressão cresce 50% para meninas e 35% para meninos, sendo um dado alarmante pois apresenta um crescimento alto de uma doença com graves efeitos colaterais.

Em segundo plano, vale ressaltar que, para qualquer pessoa, entender que seu corpo é um amigo e deve ser tratado com respeito é imprescindível para uma vida agradável. Contudo, uma pesquisa feita pela revista científica The Lancet Psychiatry, em 2014, mostrou que o número de casos de automutilação triplicaram. Isso mostra que pessoas estão buscando de maneira errada uma forma de extravasar seus sentimentos, indo contra a cultura do autocuidado. Essa que, por sua vez, tem uma sentido amplo e não se limita no cuidado estético, dentre as atitudes a serem tomadas para uma boa relação consigo mesmo está o ato da renúncia de hábitos e relações maléficas.

Por conseguinte, nota-se que ter um emocional equilibrado e zelar pelo seu próprio corpo não é bobeira, visto que o bem coletivo parte do bem individual. Portanto, inicialmente, é necessário que cada pessoa, com o intuito de adquirir bem estar, deve por meio do autoconhecimento encontrar hábitos que deixem tanto seu psicológico quanto seu corpo sadios e, aos poucos, colocá-los em prática. Exemplos de atividades desestressantes são os esportes e o contato com a arte. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, mediante pesquisas e investimentos, descobrir quais motivos podem estar agravando a situação e, a fim de amenizá-la, facilitar o encontro dos cidadãos com profissionais da saúde, como psicólogos e terapeutas. Posto isso, será possível progredir com uma sociedade cada vez mais saudável e, consequentemente, capaz de realizar avanços.