Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 12/08/2020

Segundo a cartilha de Avaliação do Risco de Suicídio e sua Prevenção, elaborada pelo SUS, Sistema Único de Saúde, é descrito de maneira científica que o suicídio é visto, frequentemente, como o resultado de um processo de decisão onde se consideram os aspectos positivos e negativos em estar vivo, chegando-se à conclusão que é melhor morrer. No entanto, estas situações são exceção pois, na maioria das vezes, ele está ligado a problemas de saúde mental em que, nunca foi-se comentado à respeito sobre a cultura do autocuidado e preservação da mente. Com isso, diversos desafios são encontrados, incluindo, ansiedade, depressão, e até mesmo suicídio, resultando em diversos debates relacionados à saúde mental e o autocuidado.

Dessa forma, a OMS, Organização Mundial da Saúde, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram de depressão. Desse modo, a condição é diferente das flutuações usuais de humor e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou grave, a depressão pode se tornar uma crítica condição de saúde. Assim,  pode causar à pessoa afetada um grande sofrimento e disfunção no trabalho, na escola ou no meio familiar. Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano, sendo essa a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos.

Dessarte, a psiquiatra, Nadège Herdy, juntamente dos dados fornecidos pela OMS, alega que o Brasil é campeão de casos de depressão na América Latina. Quase 6% da população, um total de 11,5 milhões de pessoas, sofrem com a doença. Porém, também com o alerta para o aumento do número de registros de Transtornos de Ansiedade. Sendo eles, os mais comuns, transtornos de ansiedade generalizada e síndrome do pânico. Visto que, em 2015, 18,6 milhões de pessoas sofriam com transtorno de ansiedade no Brasil. Desta forma, é imprescindível para população que reconheça tais transtornos com a importância devida já que, são medicamente diagnosticados pelo DSM-V, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

Com todos esses desafios sendo considerado um problema de saúde pública, demandam atenção de toda a sociedade, e é cabível a APS,  Atenção Primária à Saúde, realizar o aumento da sensibilidade para percepção da presença do risco e a divulgação de informações apropriadas. Só então, com toda estrutura de apoio necessária, exclusão de preconceitos ou intolerâncias relacionadas às devidas proporções do assunto, a Saúde mental juntamente com a cultura do autocuidado receberão seus devidos lugares na sociedade, consequentemente, obtendo visões positivas futuramente.