Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 11/08/2020

No Brasil, atualmente, muito se tem discutido sobre a saúde mental das pessoas no século XXI. Essa questão esta sendo cada vez mais desvalorizada pela população, mesmo esta sabendo que uma má saúde mental é a causa de muitos problemas nos dias de hoje. Diversos fatores agravam esse quadro, como a não pratica de exercícios físicos e o uso excessivo de redes sociais, levando automaticamente a comparação.

Ao examinarem algumas causas, verifica-se que a principal razão desse empecilho é a falta de atenção que dão para este. De acordo com a OMS, no Brasil, atualmente 5,8% da população sofre com depressão, porém muitas pessoas ainda veem esse problema psicológico como algo banal, “graça”, “besteira” ou “sem nada pra fazer”. Em somatório, estudos apontam que o sedentarismo é a causa de hipertensão, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, e graves desordens mentais; além disso, o padrão de beleza imposto pela sociedade e que ganha força com as mídias sociais é relevante na acentuação da fraqueza no autocuidado .

Em consequência disso, vemos a todo instante a extrema baixa estima e problemas psicológicos nas pessoas, pela falta de autoconfiança e autorrespeito. Dados oficiais mostram que 90% das mulheres são insatisfeitas com sua própria aparência, por não se encaixarem na pressão estética feita pela sociedade a todo instante. Acrescentado a isso, a falta de cuidado com a saúde mental resulta em diversos transtornos mentais, distúrbios alimentares, dependência química, demência e esquizofrenia; ademais ansiedade e depressão, considerados pela OMS como os “mal do século”; e como efeito destes, a automutilação e até mesmo suicídio.

Portanto, medidas são necessárias para que a saúde mental seja mais valorizada. O Ministério da Saúde, junto  com as redes midiáticas, deve organizar comerciais sobre a importância de se valorizar a saúde emocional e vivenciar um bem estar mental, nos canais de televisão, rádio e internet, com informações sobre terapia psicológica e sobre os transtornos mentais, com o objetivo de desconstruir crenças e preconceitos a respeito da saúde emocional. Ademais, as redes sociais, marcas e propagandas, aos poucos, devem parar de impor a ideia do “corpo perfeito”.  Dessa forma, será possível valorizar a saúde mental no século XXI.