Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 12/08/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à vida, à saúde e ao bem-estar social. Todavia, nos dias atuais, nota-se que o adoecimento mental global impossibilita que parcela da população desfrute desse direito, e evidencia-se que a falta de acesso rápido a tratamentos adequados e a centros especializados. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem essa inercial problemática.
Em primeiro plano, vê-se em alta o transtorno de ansiedade, características atuais da sociedade propiciam crises humanas e a pressão de seguir padrões de beleza quase inalcançáveis, são grandes fatores para o aumento desse transtorno nos últimos tempos. Grande parte da sociedade convive com o distúrbio, mas é indiferente aos perigos, fazendo uso inadequado de remédios para combatê-lo. Por conseguinte, evidencia-se a necessidade de psicólogos, psiquiatras ou de acesso a Centros de Atenção Psicossocial a esses indivíduos.
Em segundo plano, desde pequeno, o brasileiro sofre com a pressão de ser o melhor, que é exigido pelos pais, pela escola e pelos vestibulares. Se tornou um fator cultural. Posteriormente, constata-se que toda essa pressão em torno dos indivíduos, fomentada pelo padrão do “sucesso” imposto pela sociedade gera, diretamente, a ansiedade. Sob a mesma perspectiva, dos anos dois mil em diante, segundo a OMS, os casos de depressão têm aumentado consideravelmente, de forma diretamente proporcional ao advento das redes sociais. Ou seja, a constante comparação relacionada ao outro está agravando os quadros psicopatológicos.
Depreende-se, portanto, que a saúde mental dos brasileiros do século XXI necessita de atenção. Cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com a mídia, ajudar a população a lidar com as crises. Investir em programas de apoio, como consultas de terapia e psicanálise gratuitas, financiados pelo SUS, mais recursos financeiros para a construção de Centros de Atenção Psicossocial, campanhas midiáticas a respeito dos problemas causados por ela. Logo, o aumento de casos de doenças relacionadas à saúde mental será limitado e, assim, há esperanças de que as próximas gerações não assumam esse mesmo padrão.