Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 14/08/2020
As teorias do filósofo Zygmunt Bauman chamam a atenção para a liquefação das formas sociais. Analisando essa teoria e relacionando-a com o modo de vida atual da maioria dos indivíduos, percebe-se o esforço na constante mudança para se “encaixar” no modelo ideal da empresa, dos romances e principalmente no ilusório da internet, o mais mortal. Portanto, por causa desse sacrifício, caso os resultados não forem positivos, o descontentamento pode fazer com que a consciência da pessoa seja seriamente afetada. Assim, é preciso que o autocuidado seja cada vez mais incentivado na realidade a ponto de tornar uma cultura.
Primeiramente, nota-se que as redes sociais ganharam muito mais acesso nos últimos tempos, assim, alteram o modo de viver e pensar da população. Tal fato, mesmo com as boas influências e oportunidades, na maioria do tempo gera uma comparação diária insatisfatória entre a vida real e a perfeita mostrada na “web”. Como exemplo, baseado em dados de 10 mil adolescentes de 14 anos, entre os que passam mais de cinco horas por dia online, o percentual de sintomas de depressão cresce 50% para meninas e 35% para meninos. Portanto, com o intuito de atenuar os problemas futuros ou já causados, a mediação do tempo em redes sociais deve ser constante para jovens e também adultos. Ademais, ao entrar em sites, blogs ou grupos de “whats” por exemplo, é possível observar com facilidade que a anorexia é estimulada em homens e mulheres quase o tempo todo, mas sempre disfarçada de saúde e beleza. Nesse contexto, muitos perfis secretos compartilham dicas diárias da saga para a perda de peso, o que inclui vômitos, o uso de laxantes e remédios emagrecedores, todas práticas prejudiciais ao corpo e a mente. Entretanto, mesmo sendo danoso, constata-se que uma em cada quatro meninas de 11 a 17 anos disse já ter tido contato na internet com formas para ficar muito magras, segundo a pesquisa TIC Kids Online. Com isso, na intenção de não sofrer influência é sempre necessário ter conhecimento dos conteúdos consumidos na rede e sempre consultar profissionais do ramo antes de tomar as medidas “milagrosas”.
Em suma, adultos devem além de controlar seu acesso, também o dos filhos nos dispositivos com o propósito de evitar danos psicológicos, através de limitações por aplicativos como o App Lock(controla o tempo de uso de aplicativos) ou por meio material. Não só, vários serviços tem disponível o “modo kids”, como o youtube, que se aceito, restringe certas informações inadequadas para crianças. Não só, necessita-se buscar alimentação ou atividades realmente saudáveis, fisicamente ou mentalmente por meio de recomendações médicas. Logo, não apenas aumentará o bem-estar, como também elevará a autoestima através do autocuidado corporal.