Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 12/08/2020

Em 1923, o médico neurologista Sigmund Freud publicou o livro “O Ego e o Id”, que lhe garantiu o título de pai da psicanálise. Nesse sentido, no que se refere à saúde mental no século XXI, é possível afirmar que essa necessita de uma atenção especial, uma vez que hodiernamente ela foi colocada em segundo plano por grande parte do tecido social brasileiro. Isso se evidencia não só pelo individualismo gerado após o advento da tecnologia, mas também pelo esgotamento profissional.

Em primeiro plano, vale ressaltar que as crianças estão sendo expostas a telas muito cedo. Nesse sentido, Freud explica que as experiências vividas na infância influenciam o comportamento da pessoa em toda a vida. Com isso, a criança se torna cada vez mais individualista e por fim se torna adulto antissocial que não sabe lidar com suas emoções e pelo fato de ser fechado não consegue se abrir com os outros, o que causa um grande estresse mental e isso pode levar o indivíduo a problemas mais sérios como a depressão. Dessa forma, a saúde mental é colocada em segundo plano e pode, de forma infeliz, trazer prejuízos irreparáveis.

Outro fator que colabora para deixar a saúde mental abalada é o esgotamento profissional. Com o crescimento do capitalismo e a vontade de obter uma vida estável, o indivíduo trabalha de forma excessiva, muitas das vezes esquecem de ter o minimo de auto cuidado.

Depreende-se, portanto, que são necessários tratamentos acessíveis a todos, porque a proporção desses problemas atinge a sociedade quase que em massa. Assim sendo, urge a União, em forma de Ministério da Saúde, investir mais recursos financeiros para a construção de Centros de Atenção Psicossocial nas zonas urbanas e rurais, em que deverão oferecer consultas de qualidade com pessoas especializadas.