Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 12/08/2020

Em 2016, a escritora Amy Herman publicou a obra ´´ Inteligência Visual``, na qual ensina e transparece uma visão, apurada, sobre o que é deixado de ver por, simplesmente, fazer parte do cotídiano  e se tornar algo costumeiro, mas com muita importância. Consecutivamente a obra em si faz com que o leitor entre em um estado observatório complexo, na busca pelo que é ignorado diante dos próprios olhos, um exemplo da ignorância visual é o agravamento da saúde mental e autocuidado pela população, que é subestimado e minimizado diariamente por ter se tornado algo mais frequente. Negligencia-se, desse modo, que as instituições sociais juntamente com uma visão mais esmiuçada da sociedade para buscar a minimização e melhoramento da autopreservação social.

A princípio, percebe-se que as instituições sociais de saúde e cultura, tem grande potencial de mudança, porém o valor cultural de autocuidado e auxilio popular sofre com uma constante invisibilidade por não ser, ativamente, retomada de forma inovadora que atraia olhares em busca da mudança. A esse respeito Zygmunt Bauman elaborou o conceito ´´Instituição Zumbi``, segundo o qual algumas entidade - dentre elas o Estado - não estão exercendo seu papel de modo coesivo e objetivo. Neste contesto, o Ministério da cultura e da saúde se encaixa perfeitamente, na teoria do sociólogo Polonês, pois a saúde mental da sociedade está diariamente se alternando em disturbios psiquicos pela constante evolução tecnológica. Portanto, precisa-se então de uma base sólida de auxilio para continuar modificando com segurança e respeito ao tempo de todos os seres humanos.

De modo análogo, é indubitável ressaltar que a visão popular é a maior influenciante das ações modificadoras. Diante disso, o célebre sociólogo Émille Durkheim destacou que o nosso egoísmo é em grande parte produto da sociedade, isso ocorre pelo simples fato de desconsiderar-mos perante o olhar compreensível, a importância de manter o corpo e a mentalidade dos indivíduos sóbria e sensata em uma posição de auxilio estável e apenas buscar o desenvolvimento dos meios complementares a vida (capitais,objetos,), desencadeando a enfermidade psíquica que paralisa a humanidade e faz repensar o que realmente está sendo priorizado pela inteligência visual e mental humana.

Frente aos desafios que inoculam em nossa sociedade, o Ministério da saúde, juntamente com o envolvimento popular, devem rever de forma analítica quais os principais valores que devem ser priorizados e preservados, assim poderão melhorar seus parâmetros falhos implantando locais de acesso para auxilio e acompanhamento dos populares com atendimentos individuais e em grupos, na busca de uma melhor qualidade de vida psíquica e consequentemente física.  Consecutivamente, a sociedade visualizará seus princípios e valores de modo inteligente e se  autopreservará.