Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 13/08/2020

Dentre os inúmeros direitos garantidos pela Declaração dos Direitos Humanos promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), destaca-se a saúde como imprescindível ao bem estar de qualquer nação. No entanto, o Brasil mostra-se como incapaz de atingir tal objetivo, uma vez que não incorpora de forma eficiente em seu plano de saúde, metas voltadas a saúde mental de seus cidadãos, pondo em cheque o bem estar mental de toda sociedade. Nesse sentido, torna-se necessário analisar tanto a falta de um sistema de ensino que forneça aos jovens as bases mentais necessárias para que aprendam  a importância do autocuidado, bem como a omissão dos setores governamentais frente a problemática, pelo fato de serem estes, agentes fundamentais a perpetuação dessa mazela.

Em primeira análise, destaca-se a ausência de um sistema de educação eficiente no que tange saúde mental e a importância da cultura do autocuidado aos jovens e adolescentes. Para o educador brasileiro Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Sob esse viés, torna-se claro como um sistema de ensino arcaico, como é o brasileiro, que privilegia conhecimentos  distantes da realidade do aluno, forma adultos alienados, preparados para alimentar a máquina do modelo econômico em que vivem, porém sem possuir a autocrítica necessária para ao menos se cuidarem de maneira eficiente, o que irá fomentar a problemática da depressão e ansiedade, já em presente no cotidiano de muitos brasileiros.

Faz-se mister, ainda, salientar a baixa atuação de setores governamentais no que tange saúde mental como impulsionador do problema. Segundo a OMS ( Organização Mundial da Saúde), “A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Nesse contexto, nota-se o quão abrangente devem ser os cuidados a saúde, e evidencia a ineficiência do sistema de saúde vigente, o qual foca apenas na solução dos problemas ao terem atingido seu ápice, e não em formas de evita-los desde sua prevenção, corroborando para um maior gasto no setor que poderia ser reduzido caso  medidas mais assertivas fossem implementadas.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser exercidas a fim de que a problemática em questão seja solucionada. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação ensinar a seus alunos, por meio de materiais didáticos a aulas elucidativas, a importância da saúde mental e os autocuidados necessários para quem estes formem-se adultos saudáveis tanto fisicamente como mentalmente. Outrossim, ao Ministério da Saúde cabe a função de direcionar um maior contingente de recursos ao setor preventivo da saúde, a fim de que a população seja ensinada preventivamente a se cuidar e zelar pela saúde mental, ocasionando na diminuição da inúmeras doenças apenas com o autocuidado aprendido.