Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 16/08/2020

As pessoas tendem a achar que apenas a saúde física pode afetar suas vidas, porém a saúde mental, se não tratada, pode causar danos até piores. Para cuidarmos desta, podemos atribuir às nossas vidas o autocuidado, algo que muitos ignoram, que vai desde de uma simples ida ao cabeleireiro à uma meditação. Algumas das doenças consequentes de uma saúde mental abalada são a ansiedade e a depressão.

Em dados divulgados no ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que cerca de 5,8% da população brasileira, o que equivale à doze milhões de pessoas, sofre de depressão. Já em relação à transtornos de ansiedade, o Brasil lidera o ranking mundial com 9,3%, o que corresponde a dezoito milhões e seiscentas mil pessoas que sofrem de algum desses problemas. Sendo esses dados preocupantes, é concluinte que o autocuidado é extremamente necessário.

Para que o obtenha, é necessário realizar atividades que o façam se sentir bem, como exercícios físicos, fortalecimento de laços familiares e amigáveis ou aprender à dizer um simples “não” para situações que podem lhe prejudicar. Para a especialista em saúde mental e professora do Curso de Psicologia da UniAteneu, Elaine Marinho, é preciso despertar hábitos de autoconhecimento e práticas positivas que estimulem o autocuidado, objetivando qualidade de vida, autonomia e bem-estar.

Dessa forma, para se ter uma boa saúde mental e praticar o autocuidado, cada pessoa deve analisar quais são os fatores prejudiciais em sua vida e evitá-los, além de se sentir bem consigo mesma. Já por parte da sociedade, esta pode iniciar programas sociais que ajudem no tratamento de pessoas que não possuem autocuidado, afetando sua própria saúde.