Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 14/08/2020
Mario Sergio Cortella, em sua palestra " O tempo e a vida", faz uma explanação sobre o tempo médio que o ser humano vive e como usa esse tempo. Nesse contexto, Cortella relata como a necessidade de alcançar objetivos, por exemplo, a carreira, refletem na falta de autocuidado. Nesse sentido, é notório que a falta de cuidados pessoais provocam efeitos danosos e corroboram para o fracasso de muitas pessoas.
Outrossim, de acordo com pesquisa publicada no jornal Folha de São Paulo, 56% das pessoas que não se cuidaram da saúde enquanto estavam em busca de suas carreiras, apresentaram algum tipo de doença, em alguns casos, como por exemplo, o de J. A, de 32 anos, que teve um principio de infarto. A paciente se dedicava unicamente ao emprego, e não se cuidava, como consequência, aos 32 anos estava obesa e sedentária, e esses são grandes indícios de que possa ocorrer outro infarto.
Desta forma, com a finalidade de verificar os efeitos do autocuidado, a pesquisadora Julia Keppler fez um levantamento com um grupo de 100 pessoas bem sucedidas. Nesse estudo, que foi publicado na revista Scielo, foi realizado o levantamento de como essas pessoas tratavam quatro temas: higiene pessoal, alimentação, atividade física e lazer. Assim feito, após análise dos dados, verificou-se que para 100% dos entrevistados a lazer, alimentação e higiene pessoal eram fundamental e apenas 9% desses tinha dificuldades em manter uma rotina para a atividade física. Isso mostra que o autocuidado é parte fundamental para o sucesso profissional.
Logo, para que se resolva a questão do autocuidado, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, deve criar uma campanha de conscientização. Um meio para isso seria o desenvolvimento de uma peça publicitária com engajamento de pessoas bem sucedidas e como estas cuidam de si, do tempo que gastam com o autocuidado e os seus benefícios. As campanhas devem ser veiculadas em rádios, TVs, jornais e revistas.