Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 14/08/2020

O drama sul-coreano “Oh My Vênus” retrata a trajetória de uma mulher que, ao negligenciar sua saúde por conta do seu trabalho, adquire hipotireoidismo. Infelizmente, essa é a realidade de muitas pessoas que acabam desenvolvendo doenças, não apenas corporais, mas também mentais. Esse cenário se deve ao fato de o mundo contemporâneo ser marcado por valores capitalistas, que incentivam o trabalho como forma de obter sucesso. Mas, como consequência, deixa o indivíduo sem tempo para cuidar de si próprio.

Nessa perspectiva, o livro “Sociedade do Cansaço”, do filósofo Han Byung-Chul, explica essa dinâmica social. Segundo ele, a busca constante do progresso, por meio de esforços contínuos no trabalho ou a pressão por melhores resultados, seja de si mesmo ou de outros, tem esgotado a saúde mental da sociedade atual. Dito isso, essa é uma realidade preocupante e seria inaceitável a sua persistência, visto que os números de pessoas desenvolvendo ansiedade e depressão só têm aumentado.

Além disso, atualmente, a falta de tempo das pessoas as tem impedido de desenvolver hábitos de autocuidado, que são tão importantes nesse tempo marcado pelo estresse. Essa prática, que visa a saúde e o bem-estar físico e mental através do cuidado consigo mesmo, é muito importante e essencial para ter qualidade de vida. Assim, reservar um tempo para si mesmo é indispensável, seja para manter ou restaurar a saúde mental.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Assim, o governo deve tomar providências para minimizar os riscos à mente. Por meio da criação de uma lei, que dá direito a uma hora de descanso aos trabalhadores com jornada diária superior a seis horas, e duas horas nos dias que fizer hora extra. Para que, dessa forma, os trabalhadores possam ter tempo para descansar e praticar o autocuidado.