Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 15/08/2020
No livro “os sofrimentos do jovem Werther” , o personagem principal comete suicídio após passar por uma grande desilusão amorosa. Esse romance gerou uma série de suicídios dentre a população da Alemanha do século XVIII, demonstrando sua frágil saúde mental. De modo análogo a essa realidade literária, nota-se, atualmente, a ausência de inteligência emocional e do autocuidado nos indivíduos, que podem desencadear grandes problemas. Nesse sentido, deve-se observar como as instituições de ensino e o imediatismo contribuem para o impasse e como resolvê-lo.
É preciso analisar, antes de tudo, como as escolas contribuem para a problemática. Isso porque, dentro da grade curricular de ensino escolar brasileiro não há disciplinas ligadas ao desenvolvimento pessoal e ao autoconhecimento. Nesse sentido, a maioria dos alunos não consegue gerar uma sólida saúde mental e assim não tem recursos para lidar com problemas e pressões do cotidiano. Como consequência disso, os indivíduos podem adquirir desde cedo doenças associadas a fragilidade emocional, como ansiedade e depressão por exemplo.
Além disso, deve-se observar como a modernidade liquida atua nessa questão. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, vive-se em um mundo volátil, no qual o individualismo e o imediatismo predominam. Nesse sentido, é perceptível como os indivíduos colocam a carreira e o trabalho acima de sua vida social e pessoal, tendo cada vez menos tempo para si mesmo. Tal comportamento é notavelmente danoso, uma vez que, somente através do autocuidado pode-se desenvolver uma boa autoestima e mais segurança em suas ações no que tange os mais variados âmbitos da vida moderna.
Fica claro, portanto, a urgência em resolver a problemática. Primeiramente, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação deve inserir na grade curricular de escolas, matérias sobre saúde mental e inteligência emocional, por meio de palestras e debates, a fim de desenvolver nos alunos recursos para lidar plenamente com os problemas cotidianos. Ademais, a mídia, por meio de programas televisivos e ficções engajadas deve demonstrar a sociedade a importância do autocuidado e do autoconhecimento e como esses recursos podem favorecer as diversas àreas da vida. Somente dessa forma o problema será resolvido.