Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 15/08/2020

Em oposição ao pensamento positivista de Durkheim, Weber defende que os fenômenos sociais são dinâmicos e mutáveis, ou seja, para o pensador há necessidade de interpretá-los. Nessa lógica, pode-se afirmar que a saúde mental e a importância da cultura do autocuidado exigem uma discussão mais ampla. Diante disso, cabe analisar tanto o comprometimento da qualidade de vida quanto a desordem advinda da contemporaneidade como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.

Sob essa perspectiva, convém ressaltar o equilíbrio psicológico e fisiológico prejudicado, resultado de conflitos com a autoimagem, estresse e angústia. Nesse contexto, a Organização Mundial da Saúde define saúde como estado de completo bem-estar físico, mental e social. Desse modo, a construção e manutenção da autoestima, principalmente por meio do autoconhecimento e exercício físico, interferem diretamente na vivência plena do indivíduo.

Outrossim, vale salientar a dificuldade de coesão social na sociedade contemporânea. À luz dessa ideia, o sociólogo Zygmunt Bauman afirma que a falta de solidez das relações é característica da modernidade líquida vivida nos dias atuais, onde tudo é efêmero. Não há como negar, portanto, que os vínculos interpessoais, essenciais para a estabilidade da boa disposição cognitiva e emocional, encontram obstáculo na pós-modernidade.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Logo, a mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, deve elaborar campanhas sobre os benefícios do acompanhamento psicológico para a satisfação pessoal. Tal ação pode ser realizada mediante as redes sociais, a partir de propagandas engajadas, a fim de tornar completa a vivacidade dos cidadãos. Com tais medidas, espera-se que o pensamento weberiano seja assimilado.