Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 07/11/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à vida, à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o adoecimento mental global impossibilita que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, é indispensável o debate acerca da saúde mental e a importância da cultura do autocuidado na sociedade brasileira.
Em primeiro plano, é importante destacar que a ausência de problematização familiar é um fator que contribui para a falta de cuidados. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) “Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença” . Nessa perspectiva, muita das vezes a família ver somente a saúde física como uma problemática, uma vez que expressões de ideais baseados em conceitos mal formulados ou não esclarecidos dificultam a problematização. Dessa maneira, é fundamental o autoconhecimento para conseguir enfrentar esses obstáculos.
Em segundo plano, vale ressaltar que embora existem projetos governamentais para instruir os brasileiros sobre os cuidados com a saúde mental, as iniciativas não alcançam toda população. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Portanto medidas são necessárias e urgentes para minimizar os impasses. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com as prefeituras, à propagação da necessidade das atenções da saúde mental, através de palestras em escolas públicas, ministradas por psicólogos e psiquiatras, com o intuito de esclarecer a importância da saúde mental. Ademais, cabe a Mídia a divulgação da importância do autocuidado e da saúde mental,através de propagandas de tv e em outdoors, a fim de orientar e amparar toda a população.