Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 16/09/2020

Pawel Kuczynski, ilustrador e desenhista polonês, mostra em suas obras um meio social injusto, falido e com valores distorcidos. De maneira análoga às intenções artísticas do polaco, o relaxamento no autocuidado é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surgem graves consequências na saúde mental dos indivíduos, seja pela geração de desequilíbrios na população ou pela negligênciação com práticas saudáveis.

Em primeira análise, é importante ressaltar que de acordo com a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde, 9,3% dos brasileiros sofrem com ansiedade( liderando o ranking mundial dessa enfermidade), quase 6% com depressão (1° lugar na América Latina) e o Suicídio é a 3ª maior causa externa de mortes no país. Desse modo, é notório que existe um Estado de Anomia na nação, sendo este, segundo Durkheim, a ausência de regras. De modo que esse resulta em patologias como as supracitadas. Fato esse, que prejudica o bem-estar dos cidadãos e, consequentemente, afeta o Índice de Desenvolvimento humano nacional.

Diante disso, é necessário reconhecer a necessidade de autoproteção emocional, se uma alta qualidade de vida for o objetivo. Isso, tendo em vista as palavras de Cícero, escritor e estadista romano “a saúde é conservada pelo conhecimento e observação do próprio corpo”. Dessarte, cada pessoa tem parcela da responsabilidade na manutenção da sua própria integridade física e mental. Ademais, sabe-se que exercícios físicos, consultar terapeutas, fazer Check- ups regulares e alimentação correta conferem a estabilidade do funcionamento do organismo, visto que, são hábitos saudáveis e estes, por sua vez, melhoram as condições de vida dos indivíduos.

Infere- se, portanto, que medidas são essenciais para promoção da cultura de autopreservação. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com Ongs, facilitar o acesso aos conhecimentos e atividades dessa esfera. Por meio da criação de campanhas que orientem e ofereçam experiências individuais desses cuidados à população - por intermédio da distribuição de folhetos, cartilhas, e palestras instrutivas, além do oferecimento de oficinas com psicólogos, nutricionistas e educadores físicos em instituições públicas municipais. Com o fito de garantir à penetrabilidade desse costume na rotina dos atores sociais.