Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 16/08/2020
“O importante não é viver, mas viver bem”, desta forma, segundo Platão, a qualidade de vida é mais importante que a própria existência, assim o autocuidado é essencial. Entretanto, poucas pessoas o praticam e muitas o desconhecem. Por consequência, as pessoas vêm enfrentando dificuldades diárias para manter uma boa qualidade de vida, passando apenas a viver. Em virtude destes fatos, a saúde mental da população vem diminuindo, desenvolvendo problemas de saúde e de autoestima, fazendo com que elas adquiram traumas psicológicos, demonstrando a importância da cultura do autocuidado.
Inicialmente, vale ressaltar a dificuldade da população na compreensão e aplicação do autocuidado. A falta do autocuidado, alienada a um estilo de vida exaustivo com enormes jornadas de trabalho, causam nos indivíduos diversos transtornos e traumas mentais. Segundo a OMS, de acordo com o documento ““Depression and other common mental disorders: global health estimates”, o número de pessoas com depressão vem aumentando drasticamente nas últimas décadas. Como consequência dos transtornos e traumas, e a falta da pratica do autocuidado, os hospitais e a economia do pais tendem a sofrem negativamente, tendo em vista o aumento das doenças -lotando os hospitais e o SUS-, e a diminuição do trabalho, em decorrência direta da depressão, ansiedade e stress que impossibilitam esta atividade.
Diante deste cenário, muitas pessoas – ilustradores, influencers digitais, artistas, escritores-, viram na cultura do autocuidado, a possibilidade de ajudar a população através de seus trabalhos. São exemplos destes profissionais: Marcela Rodrigues, que utiliza a plataforma Instagram; Drauzio Varella, que publica vídeos como o #Coluna137 e o artista Rafael Fritzen que produz ilustrações. Assim, ensinam, incentivam e demonstram a importância do autocuidado, a fim de conscientizar a população sobre a importância desta prática. “A cultura está acima da diferença da condição social”, segundo Confúcio, pode-se considerar que a cultura do autocuidado, propagada por diversos meios, deve ser integrada na sociedade, atingindo todas suas esferas e, garantindo uma melhor qualidade de vida dos indivíduos.
Logo, medidas devem ser tomadas a fim de propagar a cultura do autocuidado, possibilitando assim uma melhor saúde mental e qualidade de vida. Portanto, cabe ao governo federal juntamente com o ministério da saúde, financiar projetos de autocuidado -livros, músicas, vídeos-. Tal ação tende a aumentar a prática do autocuidado, uma vez que, os consumidores destes projetos os colocaram em pratica, passando assim a integrar a cultura brasileira. Além disso, cabe aos grandes meios de entretenimento e os centros televisivos, juntamente com profissionais da saúde, elaborarem conteúdos informativas sobre saúde mental e meios para se ter um maior controle emocional - através de técnicas de respiração, vídeos motivacionais-, que ajudaram a diminuir os sintomas que causam a depressão.