Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/08/2020
É de conhecimento geral que atualmente tem se discutido sobre a saúde mental no século XXI, a qual tem sido pouco valorizada pela sociedade. O problema é atribuído à banalização da saúde mental e a degradante percepção da maioria da população com deficiência mental. Muitos se esquecem que o autocuidado é fundamental para a qualidade de vida e saúde, como por exemplo fazendo check-up anuais com seus médicos e tarefas diárias como praticar exercícios físicos, entre outros.
Em consequência disso, percebe-se que um dos fatores que contribuem para a desvalorização da saúde mental é que as pessoas com esses problemas são menos importantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 6% da população brasileira sofre de depressão. Embora o país tenha um alto índice de sofrimento com a doença e outras enfermidades como a ansiedade, ainda há uma grande parte da população que não dá a devida atenção a esses problemas. O fato de darem pouca importância com a saúde mental é uma das causadoras desses alarmantes dados sobre transtornos mentais. Normalmente, as doenças mencionadas acima, como à depressão e a ansiedade, são consideradas problemas sem importância, a fim de serem consideradas “bobagens”, “falta do que fazer”, assim por diante. Essas opiniões levam à desvalorização da saúde mental e ao tratamento das doenças mentais, com uma terapia, fazendo com que as pessoas façam vista grossa para esse problema.
Ainda convém lembrar que a desvalorização desses problemas psicológicos das pessoas, também é a razão pela qual existe pouca atenção voltada à saúde mental. O estigma social é um conceito sociológico que contém uma visão depreciativa de que um determinado grupo sofre por possuir alguma coisa que distingue de outros. Na prática, essa visão é observada pela maioria da população como pessoas que sofrem de transtornos mentais, como ansiedade e depressão, pois as pessoas que possuem essas enfermidades, são consideradas como “problemáticas”. Essa situação pode fazer com que elas deixem de procurar ajuda profissionais por sentirem retraídas e amedrontadas.
Em virtude dos fatos mencionados conclui-se que medidas devem ser tomadas para que a saúde mental seja valorizada. O Ministério da Saúde deve cooperar com o departamento de publicidade para organizar anúncios sobre a importância de enfatizar a saúde emocional e mental, nos canais de televisão, rádios, internet e outros, fornecendo informações sobre psicoterapia e transtornos mentais, com objetivo de descontrair crenças e preconceitos sobre a saúde emocional. Desta forma, é possível atribuir importância à saúde mental no século XXI.