Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/08/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) assegura-se que toda pessoa tem direito à saúde e ao bem-estar comum, de acordo com o artigo 25° e, todos têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal, como consta no artigo 3°. Todavia, no mundo atual, o intenso crescimento de pessoas que sofrem com algum problema relacionado à saúde mental, como: ansiedade, stress, atraso mental, esquizofrenia e depressão; fazem com que a maioria não consiga desfrutar desses direitos. Nesse sentido , convém analisar as causas, consequências e possível solução do problema acerca da saúde mental e a importância da cultura do autocuidado.
É fundamental citar, de início, que a série de televisão norte-americana “13 Reasons Why”, baseada na obra literária Thirteen Reasons Why de Jay Asher, posteriormente adaptado por Brian Yorkey para a Netflix; engloba temas polêmicos, que afetam tantos jovens quanto adultos e até mesmo idosos, como depressão, isolamento, bullying, abuso sexual e até mesmo suicídio. No decorrer dos episódios, tomam-se conhecimento dos motivos que fizeram a adolescente, protagonista, Hannah Baker tirar a própria vida. Deve-se atentar que, desde o início, a jovem buscou por ajuda mas, infelizmente, a escola optou por não dar ouvidos. À vista disso, muitos se identificaram com os personagens da série, visto que parte deles possuem a saúde mental instável; não à toa que o Centro de Valorização da Vida (CVV), associação brasileira, passou a receber o dobro de ligações desde que a série estreou, oferecendo apoio emocional àqueles que precisam de forma voluntária. Inclusive, lançando a campanha #NaoSejaUmPorque, em referência ao título da série.
É imprescindível pontuar, também, que o mundo atualmente culminou na implantação de um padrão de eficiência que só é capaz de ser alcançado quando o indivíduo adquiri altos desempenhos em todas as áreas de sua vida, consequentemente, frustrando-o. Visto que, é humanamente impossível ser bom em tudo. Desse modo, a população passa a ser acometida por diversas doenças psicológicas relacionadas ao cansaço mental e, principalmente, aquelas associadas à punição do corpo.
Portanto, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem medidas práticas, é necessária uma ação mais organizada do Estado. O Ministério da Saúde, em parceria com O Ministério da Educação, deve promover palestras em escolas, por meio de profissionais da área, como psicólogos e psiquiatras, com o intuito de proporcionar maior informações sobre o tema. Ademais, é necessário disponibilizar profissionais da saúde nos postos de atendimento público afim de atender a população necessitada. Tais medidas contribuem para uma melhor qualidade de vida da população.