Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 17/08/2020

Em tempos de pandemia, como a vivenciada na atualidade, muitas pessoas se preocupam com a saúde física própria e das pessoas ao seu redor. Entretanto, um dos assuntos que acaba sendo banalizado pelas pessoas como algo de pouca importância é o tema da saúde mental. Essa questão psicológica se mostra, na atualidade, um problema de saúde pública no Brasil, afetando amplamente os cidadãos. Por isso, torna-se importante o debate sobre porque o autocuidado e a preservação da saúde mental são essenciais nesse momento turbulento vivenciado em escala mundial.

Primeiramente, vale ressaltar o efeito da banalização do conceito de saúde mental. É notável que muitos se esquecem de que a mente, assim como o corpo humano, requer cuidados para se manter saudável. “Autocuidado é cuidar-se de si mesmo, é buscar todas as necessidades que o seu corpo e sua mente exigem de você”, diz um artigo do Instituto Brasileiro de Coaching. Decerto, o autocuidado, incluido a proteção da saúde mental, é essencial para o bem-estar do indivíduo, ainda que uma considerável parte da população negue sua importância.

Por outro lado, deve-se considerar a importância de se manter a saúde mental em dia, tendo em vista o período de pandemia vivenciado atualmente. De fato, isolamento social, como medida para controlar a disseminação do novo Coronavírus, abalou grandemente o psicológico de muitas pessoas. Segundo dados publicado na revista Veja, 76% dos brasileiros temem a situação dos hospitais e 70% temem perder o emprego e se preocupam pelo bem-estar dos familiares. Indubitavelmente, além da pandemia do novo Coronavírus, nota-se a ocorrência de uma epidemia “silenciosa e oculta”: o abalo da saúde mental nesse momento turbulento, o que reforça a importância do autocuidado.

Assim, conclui-se que o Estado deve tomar providências em relação ao quadro atual. Considera-se que o Ministério da Saúde, por meio da criação de plataformas interativas, deve fornecer as orientações necessárias à população para manter o autocuidado, além de divulgar nos meios midiáticos a importância de proteger a saúde mental. Somente assim o tema será tratado com a seriedade que exige e será possível conter, até certo ponto, a disseminação dessa “epidemia silenciosa”.