Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/08/2020
Estreada no ano de 2003, na série “As visões de Raven”, a personagem principal simboliza, de forma recreativa, a previsão de um evento adverso que pode ocorrer no presente. Analogamente, no Brasil, o descaso com a saúde mental e com a importância da cultura do autocuidado é algo existente e, se não for afrontado, ocasionará efeitos severos ao futuro da sociedade. Dessarte, é crucial que planos sejam aplicados para alterar esse nocivo cenário que possui como causas: atuação da mídia e o desleixo e silenciamento social.
Mormente, é fulcral destacar que o óbice em questão deve-se muito à atuação midiática que colabora com a problemática. Nesse sentido, o consumismo, alimentado pelo sistema capitalista, corrobora diretamente com a fragilidade da saúde mental da sociedade contemporânea, uma vez que favorece a ação de “Blogueiros” que usam as redes sociais para promover produtos que, na maioria das vezes, são caros e irreais, já que é criada uma imagem ilusória de que o potencial comprador só alcançará a felicidade se obter a mercadoria. Desse modo, tal fato relaciona-se diretamente com ideias expostas por Karl Marx, em que o capitalista enfeitiça o trabalhador para que esse compre seu produto e o capital volte às suas mãos.
Outrossim, é imperativo pontuar que a problemática encontra terra fértil no descaso e silenciamento social. Nessa lógica, o filósofo Karl Marx teceu diversas críticas, em suas obras, acerca da atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Em se tratar da saúde mental e da importância da cultura do autocuidado, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, como escolas ou meios de comunicação, ferindo, assim, a cidadania e as garantias constitucionais. Em vista disso, interfere-se com o imbróglio pontuando outra causa do problema.
Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange a problemática. Para tanto, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve promover a criação de núcleos especializados em dar uma maior assistência aos requisitados, além da elaboração de políticas públicas para orientar a população brasileira a respeito de tal prática, de modo que ocorra a massificação do termo na sociedade, por meio de propagandas acerca do tema. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em nível mundial, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o número de casos e proporcionar uma consciência coletiva.