Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 17/08/2020

No livro “Sociedade do espetáculo”, do filósofo e sociólogo Guy Debord, pessoas vivem a vida como uma “apresentação” diante das outras, em função de um padrão imposto pela sociedade. Lamentavelmente, essa obra não destoa da realidade atual no Brasil, apresentada nos grandes meios de comunicação. Isso porque, a excessiva busca pela perfeição e a distorção da definição de saúde, coloca em escanteio a sanidade física e mental, que reflete numa má qualidade de vida.

Segundo a OMS, o conceito de saúde engloba bem-estar físico, mental e social. Mais precisamente, o corpo é reflexo do estilo de vida do indivíduo, por isso, é essencial manter hábitos saudáveis. Essa prática, é classificada como autocuidado e deve ser encaixada a rotina de forma prioritária. Uma vez que pode manifestar grandes melhorias em outras funções pessoais como desempenho no trabalho e relações sociais.

A série televisiva “Skin Decision”, retrata casos de pessoas que restauram sua autoestima com procedimentos estéticos, cirúrgicos e a inclusão de hábitos saudáveis. Segundo ela, as mudanças servem para melhorar o indivíduo e não o transformar. Dessa forma, se decompõe a ideia de perfeição almejada, e retoma importância dos autocuidados, que moldam a sanidade pessoal.

Portanto, dada a relevância do cuidado próprio. O Ministério da Saúde deve desenvolver campanhas que expliquem e estimulem o autocuidado. Para que seja veiculado nos grandes meios de comunicação (internet, televisão). A fim de alertar o maior número de pessoas sobre a importância desempenhada na qualidade de vida. Espera-se com isso, o bem-estar individual e consequentemente o da sociedade.