Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/08/2020
Hoje em dia, com a globalização e urbanização, conseguimos ter muito deslocamento, tanto de informações, quanto de pessoas. Porém, com essa velocidade cotidiana da nossa sociedade, conseguimos observar que a população está cada vez mais exigente consigo mesma, o que gera um ciclo vicioso: quanto mais demanda, mais movimento, e vice versa. Mas será que tudo isso vale a pena se considerarmos o dano que causamos a nós mesmos? Ou melhor, ao nosso cérebro?
Contudo, essa atmosfera pesada, onde todos os indivíduos parecem pressionados pelo seu superior, não acontecem apenas em ambientes de trabalho como empresas grandes. Desde pequenos nos obrigam a respeitar datas de entrega, se preparar para testes de conhecimento e por fim, escolher com o quê que iremos trabalhar para o resto da vida. A escola realmente é uma simulação da vida adulta, já que ambos ambientes se resumem a pessoas pressionando outras, para que “façam sua parte”. E, mesmo assim, a sociedade se espanta ao perceber que quanto mais o tempo passa, mais jovens desenvolvem depressão e passam a maior parte do tempo sozinhos, o único jeito de ficarem em paz, da pressão da escola, e às vezes, da própria família.
Os jovens então, se isolam do mundo. Usam a internet como um método de não pensar na futura fase adulta. Só que é justamente na internet onde as pessoas extravazam suas emoções sem pensar no outro, a parte mais tóxica da humanidade, e logicamente, o lugar onde tem mais discussões. Nos piores casos, indivíduos podem chegar a se matar, com o sobrecarregamento de informações e emoções. E mesmo assim, nada é feito a respeito, e os casos continuam.
A sociedade como um todo precisa de um meio de liberar as fortes emoções de cada um. As escolas precisam desenvolver um laço com os estudantes, e providenciar mais apoio psicológico, com aulas profissionais incentivando o estudo da saúde mental no século XXI.