Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 18/08/2020
A questão da falta de saúde mental nunca foi dada a devida importância visto que desde o século 17, hospitais psiquiátricos submetiam seus pacientes a lobotomia e tratamentos de choque, resultando na morte de muitas pessoas com algum tipo de transtorno mental, ou até mesmo órfãos, indivíduos que cometeram adultério, prostitutas, mendigos, homossexuais e pessoas indesejadas pela sociedade. Já na atualidade muitos ainda continuam sofrendo com algum tipo de transtorno, porém por motivos financeiros e sociais.
Segundo dados da OMS, a saúde mental é definida como um estado de bem-estar no qual o cidadão é capaz de usar suas próprias habilidades para recuperar-se de stress e problemas cotidianos. Nota-se portanto que a realidade do povo brasileiro está bem distante do ideal, visto que o país possui um dos maiores índices de depressão, ansiedade e suicídio.
Sabe-se que no Brasil a banalização dos problemas mentais é um fato enraizado na sociedade, que somada com a incapacidade financeira enfrentada por muitos de recorrer a um profissional e de comprar fármacos quando necessário ajudam ainda mais a agravar o quadro de doenças mentais no país. Garantindo para a nação um dos primeiros lugares no ranking de patologias psicológicas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O SUS deve oferecer atendimento de qualidade para os necessitados, juntamente com um auxílio fornecido pelo Ministério de Saúde que garante barateamento ou gratuidade em medicamentos que abrangem áreas psicológicas. Isenção mais benefícios fiscais devem ser oferecidos por parte da receita federal para empresas que oferecem para seus funcionários turmas de yoga e meditações guiadas por profissionais, a fim de controlar a ansiedade e depressão.