Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/09/2020
Lair Ribeiro, cardiologista disse: “Aquele que não tem tempo para cuidar da saúde vai ter que arrumar tempo para cuidar da doença.” Nesse cenário, a importância da cultura do autocuidado e preservação da saúde mental são fundamentais, visto que essa saúde é tão necessária quanto a física. Dessa forma, é fulcral ressaltar a má influência midiática e o tabu existente entre as famílias brasileiras.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a sociedade tenta encaixar-se em um padrão imposto pela má influência midiática, o que pode acabar gerando transtornos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade. Assim, é visível que mesmo precisando de tratamento, as pessoas não praticam o autocuidado, visto que, não há uma influência e incentivo das mídias retratando os benefícios da terapia.
Ademais, outro fator a salientar é o tabu ainda existente entre as famílias brasileiras, que agrava a problemática. De acordo com o livro “Alienista” de Machado de Assis, as pessoas não são normais e esse é o normal. Ou seja, mesmo nesse contexto as pessoas não sendo normais, elas deveriam fazer terapia, uma vez que pode ser utilizada para o autoconhecimento. Segundo a revista Abril, o tabu ainda dificulta a resolução de transtornos, muitas vezes acarretando o suicídio.
Mediante o exposto, nota-se que a falta de autocuidado em relação à saúde mental ainda é um problema, no entanto, esse quadro deve ser mudado. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria aos grandes veículos de mídias, organizar campanhas informativas por meio das redes sociais, sobre terapia e sua importância. Assim, as famílias verão a necessidade do debate sobre o assunto e não será disseminado notícias faltas, a fim de reduzir a taxa de ansiosos.