Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 18/08/2020
Diante do que já foi retratado na segunda fase do Romantismo, movimento literário, a população daquela época como a atual vivenciam o “mal dos séculos”. O indivíduo contemporâneo é dotado de múltiplas identidades, caracterizando assim a saúde mental como uma problemática identitária e de autoconhecimento. Isso ocorre, ora em função do sistema capitalista que desestimula o conhecimento, ora devido a padronização da sociedade por meio da mídia.
De início, é impiedoso culpar o sistema capitalista, já que este produz algo padronizado. Essa conjuntura assemelha-se a teoria marxista que afirma que o homem não se reconhece no que produz. Dessa maneira, o ser humano não exerce a criatividade e soluciona problemas, enlouquecendo o trabalhador como mostrado no filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin.
Porém, as mídias e propagandas geram uma sociedade homogênea e com falta de diversidade cultural, uma vez que as “tendências da estação” são mais promovidas gerando uma demanda maior. Influencers digitais mostrando a todo momento como se vestir, comportar e se cuidar, de maneira superficial e ás vezes prejudicial, evidenciando assim a importância do autocuidado não só físico mas psicológico.
Portanto, o contingente populacional possui uma saúde mental caracterizada pela perda identitária, falta de criatividade e opinião. Logo, urge que o Poder Legislativo elabore leis que promovam a participação do trabalhador no sistema de produção, flexionando a dinâmica da empresa, por meio de questionários mensais e punições para as indústrias que não reconsiderarem democraticamente. Além disso, o Ministério da Educação deve incentivar estudantes a descobrir seus próprios gostos via aulas de dança, desenho, etc, criando assim cidadãos críticos e ativos.