Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 03/09/2020

Se ver por dentro

No início da vida, o ser humano só ambiciona as necessidades básicas de sobrevivência. Porém, conforme cresce e desenvolve as faculdades inexistentes nos demais animais, sujem necessidades supérfluas como a beleza, porte físico, atenção etc. Hodiernamente, na era digital, há impressões transmitidas via redes sociais e estereótipos construídos para o convívio social não necessariamente correspondentes à verdadeira essência do indivíduo. Nesse viés, o indivíduo contemporâneo adota vícios, compulsões e doenças mentais como depressão até vazio existencial.

A princípio, pessoas modestas, ao adentrarem nas redes sociais, pleitear carreiras profissionais ou socializar-se em espaços de convivência, deparam-se com gente mais amostrada e disposta de parecerem acima da média com beleza estética e sentimentos de confiança, assim, os mais simples passam a se comparar com tais pessoas que maioria das vezes prestam antipatia e encurtem aos outros complexos de inferioridade, seja intencional ou não. Essa é uma das principais causas de depressão e queda de prática de hábitos básicos de saúde física e higiene.

No lado oposto da moeda, uma hipervalorização do autocuidado eleva a mentalidade de muita gente a apresentar socialmente uma imagem que,imagem na realidade, mal conseguem ser realmente sustentadas pelos mesmos. Vale ressaltar, as indústrias de moda, estética, beleza, edições de imagem etc. tornaram-se milionárias a partir disso. Em paralelo, para sustentar a autoimagem, consumidores contraem certos vícios e compulsões com hábitos alimentares, estética física e até cirurgias exorbitantes no corpo. Por consequência, a tal hipervalorização externa, chamada de de psiquiatria cosmética pela medicina, as tornam mal preenchidas interiormente, gerando crises de vazio existencial.

Tendo em vista o que foi discutido, é mister que as comunidades independentes nas redes sociais, escolas e empresas criem um programa nomeado “nos cuidar”, o qual poderá identificar pessoas aparentemente nos dois extremos do autocuidado convidá-las a pelo menos uma sessão de terapia sem compromisso com pessoas próprias ou profissionais voluntários. Como efeito social, pessoas que nunca se abriram para conversar sobre a saúde da mente poderão ser encorajadas a se expressar particularmente pela primeira vez.