Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 18/08/2020

Com o avanço da tecnologia, discussões políticas e sociais tem cada dia ganhado mais espaço, levando grande parte da população a repensar costumes e práticas feito por ela. Deste modo, na ultima década, algo que sempre foi ignorado, ganhou espaço: a saúde mental e seu impacto na qualidade de vida. Com isso, a procura por médicos especializados vem crescendo, analogamente ao número de diagnósticos para doenças psicológicas como a depressão e ansiedade.

Em virtude disso, o número de figuras públicas falando sobre seus transtornos aumentou, o que gerou grande debate sobre o assunto e normalização da situação, parando de ser vista como “tabu”. Por conseguinte, plataformas como “Netflix” criaram documentários para explicar o assunto e, desta forma, expandir o conhecimento; a minissérie “Explicando: a Mente” aborda vários assuntos e possui um episódio apenas para tratar da ansiedade e a importância da medicina.

Entretanto, em um país onde a desigualdade é marca registrada, nem todos tem acesso a internet e muito menos a psicólogos, levando a cultura do autocuidado como saída para seus problemas. Atualmente, rotinas como “Cuidado da pele”, “Cronograma Capilar”, treinos caseiros e meditações tem ganhado popularidade, fazendo com que a pessoa  separe um tempo em sua rotina para se cuidar e focar em si mesma.

Porém, mesmo com a normalização destes transtornos, a desinformação ainda cerca parte da sociedade, como os mais velhos, homens, e alguns grupos religiosos. Cabe ao Estado, portanto, garantir um alcance maior para este conhecimento, por meio de propagandas na TV aberta e Rádio, programas informativos e campanhas de conscientização.  É interessante também, um acordo com diretores de documentários como o citado acima, para que se possa passar em Escolas, Faculdades e Museus, buscando atingir o máximo de público.