Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 21/08/2020

Nas últimas décadas o aumento da globalização possibilitou às pessoas um acesso mais rápido e fácil à novas culturas e hábitos. Atualmente, filmes e séries têm um grande destaque nesse processo, pois eles criam esteriótipos e estimulam as pessoas a alcançá-los, através de dietas e exercícios, praticando, assim, a cultura do autocuidado. Contudo, o uso de padrões muito elevados pela mídia pode incitar traumas psicológicos em parte da população.

Em primeiro lugar, é importante salientar o papel da mídia como  um dos principais meios que estimulam as pessoas a cuidarem de si. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de ‘‘industria cultural’’ da Escola de Frankfurt, o qual liga os produtos culturais e midiáticos aos moldes capitalistas, no intuito de lucrar mais. Nesse sentido, é fácil perceber que os esteriótipos criados por essa industria são frutos desse desejo capitalista, já que eles lucram com a venda de produtos para atingir tais moldes. Dessa forma, a mídia funciona como uma das principais propagadoras da cultura do autocuidado, ao influenciar as pessoas a buscarem um corpo forte e saudável, comumente  vistos em protagonistas.

Contudo,  com a criação desses perfis estereotipados, as pessoas que não conseguem se adequar a tais normativas tendem a se sentirem inferiores e, posteriormente, manifestar problemas psicológicos. Nesse viés, de acordo com a Organização Mundia de Saúde (OMS), nos últimos 10 anos, o índice de indivíduos com depressão no Brasil aumentou em quase 20%. Assim, é possível identificar que com o crescimento da globalização e o aumento da influencia midiática, os cidadão inclinam-se à prática do cuidado próprio, porém o uso de esteriótipos exagerados estimula a degradação da saúde mental de parte da população.

Portanto, diante de tal contexto, para reduzir o índice de depressão e outros traumas psicológicos sem diminuir o estimulo ao autocuidado, é dever do Governo, em conjunto da mídia, que é uma grande formadora de opinião, reduzir os padrões  dos esteriótipos. Isso deve ser feito por meio da criação de padrões mais comuns e não tão difíceis de alcançar, pois desse modo as pessoas ainda terão objetivos que  as influencia a busca do autocuidado, mas sem sair muito do comum. Assim os que não adotam tais padrões não se sentirão  tão desajustados e inferiores.