Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 02/05/2021

A sociedade contemporânea tornou-se cada vez mais complexa, exigindo assim habilidades e padrões comportamentais humanos mais elevados. Diante disso, aumenta-se o nível de ansiedade na população, além de desencadear a depressão naqueles que não atingem a excelente performance pré-estabelecida. Desse modo, nota-se a importância de ampliar o diálogo no campo da saúde mental e desmistificar a busca por ajuda e tratamento para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) há, em média, 450 milhões de pessoas com doenças mentais e comportamentais, sendo a depressão o gatilho para os desajustes mentais. Quando o indivíduo não busca o tratamento para o sofrimento psíquico e o julga como uma fraqueza, ele aflige seu autocuidado, interferindo negativamente sua qualidade de vida e podendo gerar consequências mais graves, como o suicídio.

Concomitantemente, verifica-se a importância de esclarecer conceitos errôneos sobre o cuidado da saúde mental. É preciso que o indivíduo busque por tratamento com profissionais da área, a fim de amenizar os sintomas e assim construir atitudes que favoreçam o bem-estar, além de melhorar sua capacidade de identificar os disparadores internos e externos que ativam determinadas emoções, saber administrá-los, permitindo assim uma gestão emocional mais humana e consciente.

Portanto, é imprescindível a divulgação e a acessibilidade aos centros de tratamento de saúde mental. Para isso, é preciso que os conselhos de psicologia e o poder público divulguem, por meio da mídia, os sintomas dos transtornos mentais e os canais de atendimento, como por exemplo o Centro de Valorização da Vida (CVV). Assim como, as universidades e ONGS podem promover o debate do assunto nas comunidades, a fim de difundir conhecimento e relatos de experiências.

Por fim, o governo federal deve investir e promover à ampliação do acesso ao tratamento, seja psicológico ou psiquiátrico, às camadas sociais mais vulneráveis, através da reestruturação de ambulatórios e centros de atenção psicossocial municipais pelo país. Logo, o conjunto de todas essas práticas possibilitará promover a saúde mental e garantir melhor qualidade de vida para a população brasileira.