Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 19/08/2020

É sabido que as redes sociais, desde sua invenção, tem consumido cada vez mais tempo dos cidadãos, e não necessariamente de uma forma positiva. Isso se faz claro quando observamos que grande parte dos casos de depressão modernos tem relação com o uso dessas plataformas. Portanto, é necessário, nos dias de hoje, refletir sobre saúde mental e a importância da cultura do autocuidado. Diante disso, dois aspectos merecem destaque: a adaptação de tais conceitos ao mundo tecnológico e o entendimento do autocuidado como um hábito de saúde.

Primeiramente, vale ressaltar como as mudanças tecnológicas afetam a sociedade como um todo. Um exemplo disso é o mercado do trabalho, segundo uma publicação feita pela plataforma LinkedIn, grande parte das profissões mais em alta na próxima década será relacionada á internet. Ademais, cabe lembrar que, como todas as esferas são afetas, o campo da saúde mental também deve se adequar ao novo cenário social.

Em segundo lugar, também é necessário exaltar que cuidar da saúde mental não é uma ação que se resume a consultas em psicólogos e terapeutas. Assim como outras doenças, as psicológicas devem e precisam ser prevenidas. Portanto, valorizar o autocuidado como um hábito que pode salvar vidas e aumentar os índices de felicidade da população é de extrema importância.

Logo, o Governo Federal precisa incentivar as redes sociais mais populares à exibir conteúdo confiável sobre saúde mental, como conselhos e explicações feitas por médicos e cientistas, por meio de incentivos ficais semelhantes a abatimento da carga tributária, para que tais plataformas de conteúdo se aproximem mais da solução do que do problema da carência de saúde mental. Ademais, os órgãos públicos de saúde básica também deveriam fazer campanhas publicitárias ensinando sobre a cultura do autocuidado, para que essa medida preventiva tivesse efeito em uma grande parcela da população, tornando-a mais democrática.