Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 19/08/2020

O filósofo Thomas More, em sua obra Utopia, idealizou uma sociedade com parâmetros considerados perfeitos com ausência de problemas e conflitos. Sob essa perspectiva, a realidade brasileira encontra-se distante do pensamento do autor, uma vez que os indivíduos são influenciados a seguirem um determinado padrão visto como inalcançável ocasionando uma frustração e efeitos futuros. Dessa forma, é  importante incentivar e valorizar a cultura do autocuidado com auxílio de psicólogos e a busca de romper os ideias dos meios de comunicação de massa a fim de preservar a saúde mental.

Mormente, a Indústria de Cultura, na visão de Adorno e Horkheimer, surgiu para padronizar o consumo e a forma de viver, idealizando a procura pelo corpo e cabelos perfeitos.Desse modo, esse conceito histórico reflete nos problemas com a saúde mental, pois quando não se alcança o modelo social ocorre uma segregação e por consequências dificuldades com aceitação. Sob esse viés, o autocuidado é fundamental diante do cenário vigente do aumento de doenças como depressão e síndromes com fito de proporcionar o rompimento dos ideais enraizados nos meios de comunicação de massa.

Ademais, ainda há um preconceito em relação aos indivíduos que procuram ajuda psicológica, pois existe o pensamento que a terapia está associada a loucura. Segundo o filósofo Byung- Chul Han a sociedade atual é marcada pelo desempenho, a qual as pessoas buscam alcançar um objetivo e quando não conseguem sofrem com o desânimo. Nesse contexto, a afirmativa do autor descreve a atual conjuntura, evidenciando o excesso de exposição nas redes sociais e a padronização do modo de viver, além de reforçar a importância do zelo pela saúde mental. Logo, disseminar a cultura de cuidado psíquico e física acarreta mudanças significativas em diversos âmbitos sociais.

Dessarte, problemas psicológicos são recorrentes na atual conjuntura, reforçando a importância de debater acerca do cuidado da saúde mental. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um projeto de lei baseado no tratamento psicológico em diversos âmbitos sociais, por meio do incentivo e investimento governamental em centros de auxílio neural e psicologia, os quais disponibilizem um assistência física e virtual de atendimento, além de possibilitar a disseminação sobre aceitação social nos meios de comunicação. Por fim, essas medidas têm a finalidade de assegurar a diminuição de doenças, como depressão e síndromes, aproximando a realidade brasileira com a idealizada por More.