Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 20/08/2020
A partir do século XIII, com o advento da Revolução Industrial, as sociedades passaram por inúmeras transformações, principalmente no que tange ao próprio indivíduo, como responsável por sua existência. Nesse sentido, torna-se possível uma análise decorrente das implicações existenciais que correlacionam-se com autocuidado, haja vista que, na contemporaneidade, a intensificação da preocupação do ser com si mesmo é evidente. Isso porque, não é relevante apenas pelo padrão social, mas, indubitavelmente, para a saúde, ora mental, ora física do indivíduo. Logo, faz-se mister a discussão acerca da importância da saúde mental e da cultura do autocuidado na sociedade moderna.
Conforme os teóricos alemães, Adorno e Horkheimer, a Cultura de Massa é responsável pelo processo de alienação e homogeneização da população, uma vez que seus produtos são carentes de profundidade política ou reflexão social. Sob essa ótica, é possível pontuar a preocupante atuação dos veículos midiáticos e das redes sociais no que se refere à padronização da “boa estética”, dificultando, ainda mais, o processo do autocuidado, visto que a comparação problematiza esse feito. Assim, torna-se clara a veracidade da filosofia frankfurtiana a despeito dessa conjuntura, pois a necessidade do conhecimento crítico das problemáticas sociais existentes são irrecusáveis, mas, na prática, não são.
Ademais, é possível minimizar os impactos causados pelo sistema virtual construído pelos padrões culturais não benéficos pré-existentes. Segundo Durkheim, o Fato Social se expressa, também, na forma como lidamos com o autocuidado, pois isso se torna um ato influenciador, socialmente. De forma positiva, ao se manifestar o ato de cuidar-se, é refletido aos outros a relevância dessa prática, reforçando, assim, o compartilhamento de bons hábitos de modo multifacetado. Assim, a coletividade recebe estímulos para a reprodução da cultura do autocuidado, a qual traz consigo benefícios de forma generalizada para quem a aceita, tanto psicoemocionais, quanto físicos; como por exemplo, a atenuação das chances de depressão, ansiedade e de doenças físicas como um todo.
Em suma, fica clara a necessidade da permanência da cultura do autocuidado para a saúde mental. Por isso, a mídia como um todo, sendo ela uma importante portadora de influência social, acentuar, por meio de propagandas, canais abertos de televisão, plataformas digitais de alto alcance, como o YouTube, redes sociais e o Instagram, divulgar a extrema importância da não-comparação e da prática de amor próprio, que é o autocuidado. Além disso, profissionais da área da saúde mental podem, pelos meios de comunicação das mesmas redes, colaborarem com essa causa de forma mais intensa, através de vídeos e “posts” que ajudem nessa conduta. Só assim, a Cultura de Massa e o Fato Social promoverão, genuinamente, a continuidade da boa conduta que coopera para o bem-estar social.