Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 20/08/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, a negligência moderna com as práticas de autocuidado mental, devido ao desconhecimento da população sobre a importância dessa pauta juntamente com a autocobrança precoce impossibilitam a garantia desse direito.
Primordialmente, é imperioso salientar a falta de conhecimento da população sobre a importância da saúde psicológica como impulsionador da inadvertência ao início de anomalias. Segundo o filosófo Socrátes, a busca pela saúde coexiste com a profilaxia da doença. Sob tal óptica, o direcionamento educativo a prevenção de sintomas iniciais de anormalidades emocionais é de grande valia na coibição de novos casos sintomáticos .Em síntese , urge a abrangência do alcance popular sobre a importância do cuidado emocional.
Outrossim, o imediatismo por padrões inalcançáveis a curto prazo contribui para o surgimento de distúrbios cognitivos. De acordo com o sociólogo coreano Bryng Chul, vivemos em uma sociedade do desempenho. Inegavelmente, as conquistas pessoais e profissionais atribui méritos e colocações hierarquizadas ao conjunto comunitário. Por certo , é fundamental o controle interpessoal sobre a pressão externa ao almejo da conquista de objetivos futuros.
Infere-se , portanto, que ainda há entraves para a garantia do bem-estar psquico populacional. Como resultado, compete ao Ministério da Saúde em parceria com o Governo Federal a promoção de campanhas midiáticas sobre a importância do cuidado mental , por meio de verbas municipais. Tais campanhas devem ser feitas com psicólogos orientando a população a procurar ajuda profissional periódica para a prevenção de doenças futuras a fim de reduzir aumento do número de distúrbios mentais.