Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 21/08/2020
‘‘Amiga morte, vem’’. Disse Junqueira Freire, representante da 2 geração romântica, a qual via a morte como uma forma de libertação. Nota-se que hoje em dia, os casos de depressão, ansiedade e suicídio têm aumentado de forma significativa, uma vez que a saúde mental é colocada em segundo plano. Isso se evidencia não só pelo esgotamento do trabalho, mas também pela negligência governamental.
Em primeira análise, cabe pontuar que Karl Marx culpava o capitalismo pelas discrepâncias sociais. De forma análoga, a busca incessante pela realização profissional, motivada pelo sistema capitalista, faz com que os indivíduos trabalhem ou estudem de forma excessiva, deixando de lado o autocuidado. Além disso, o estresse, a ansiedade, perca de sono e o sedentarismo podem levar, com o passar do tempo, ao adoecimento físico e mental.
Outrossim, de acordo com o momento alarmante o qual o mundo vem sendo vítima, a pandemia do COVID-19, seria racional pensar que os governos estivessem devidamente preparados para disponibilizar consultas onlines com psicólogos nesse momento tão difícil. Dessa maneira, percebe-se que o vírus o psicológico dos indivíduos, que por se sentirem solitários, desenvolvem o medo, a ansiedade e até casos de depressão.
Portanto, como medida ampla o Ministério da Saúde deve incentivar a procura por profissionais. Para isso, se faz necessário mostrar a população, por meio das grandes mídias, os sintomas e os danos que um adoecimento mental pode causar . Ademais, para efetivar o autocuidado, o Governo deve disponibilizar de forma gratuita consulta com psicólogos e atividades terapêuticas em praças públicas, para diminuir o estresse diário. A fim de que diferentemente do de Junqueira Freire, o lema do mundo seja, ‘‘Amiga vida, fique’’.