Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 21/08/2020
Para o ativista indiano Mahatma Gandhi, “As doenças são o resultado não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos”. Nesse contexto, destaca-se a importância da saúde mental e à cultura do autocuidado, posto que se tornou frequente o desequilíbrio emocional, e, consequentemente um aumento nos casos de doenças mentais no hodierno cenário global. Isso ocorre, ora pela falta de tempo e imensa pressão social, ora pela manipulação das redes sociais. Assim, é necessária a análise de tais fatores, para que se possa intervir, garantindo uma sociedade saudável.
De início, é necessário destacar que a saúde mental e o autocuidado contempla, entre vários aspectos, a sensação de bem-estar e harmonia. Porém, mediante a uma sociedade pós-moderna, a falta de tempo tornou-se presente na vida da grande população que visa um aumento na carreira, se submentendo a longos horários de trabalho e estudos sob pressão, assim, deixando de lado o cuidado consigo mesmo. Isso se torna mais claro, por exemplo, na Coreia do Sul, um país desenvolvido com a maior taxa de suicídios do mundo, isso porque há uma imensa pressão social e competitividade. Logo, é demasiadamente importante a alteração desse quadro que vai de encontro à saúde da sociedade.
Ressalta-se, ademais, que a manipulação das redes sociais aumentam o desequilíbrio emocional, consequentemente desencadeando doenças mentais, como ansiedade, depressão e baixa autoestima. Isso porque, mediante a dependência dessas redes, os indivíduos são expostos cotidianalmente a “fake news”, pessoas superficiais, conteúdos selecionados, que direcionam para os gostos pessoais. Esse panorama se evidencia, por exemplo, ao número de “likes” retirado do “instagram”, que devido a carência, a população, sobretudo os jovens, procuravam quase compulsivamente para utilizar dessa ferramenta. Com isso, é urgente a reformulação desse cenário por parte dos setores governamentais.
Dessa forma, fica evidente a necessidade de se combater a manipulação das redes sociais e a pressão social. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação inserir nas escolas profissionais sobre sáude mental, para apresentar a importância do autocuidado, informando os jovens e adultos. Além disso, o estado deve difundir campanhas instrucionais, juntamente com a mídia de grande alcance, voltado para todas as idades, para que toda a população saiba dos perigos do desequilíbrio emocional e os vícios por parte das redes sociais. Quiçá, assim, tal problema irá ser solucionado.