Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 22/08/2020
Na contemporaneidade, muito se discute a respeito da saúde metal, entretanto, a falta de mobilização da sociedade e Estado agrava no número de casos de transtornos psicológicos. Devido a banalização do autocuidado, visto que para uma parcela da população é considerado “besteira” ir ao psicólogo cuidar do bem estar mental. Nesse sentido, se faz necessário analisar as causas e consequências para a criação de medidas que possam solucionar o problema da importância do autocuidado.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 9,3% da população. Embora o país tenha altos índices, ainda existe um tabu em relação ao uso de medicamentos e terapia para o tratamento. Devido a visão pejorativa com os transtornos psicológicos, ocasionada da banalização do bem estar mental, doenças como ansiedade e depressão são mal vistas. Além de que frequentar um psicólogo ou psiquiatra é visto como “louco”, propiciando o afastamento da procura de ajuda profissional.
Ademais é importante ressaltar que com o surgimento da internet, assim como o uso excessivo das redes sociais pode ocasionar problemas relacionados à saúde mental. Estudo publicado pela Revista Lancet revelou que, entre os adolescentes que ficam horas online, o percentual de sintomas de depressão cresce 50% para meninas e 35% para meninos. Sendo inaceitável que isso continue ocorrendo, é imprescindível que uma solução seja tomada.
O Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, deve organizar comerciais sobre a importância da saúde mental e o acompanhamento de um profissional capacitado em tratamentos, através da televisão, rádio e internet, além de incentivar palestras nas escolas e hospitais sobre o autocuidado, com o objetivo de descontruir tabus e preconceitos. Assim, conscientizando e prevenindo novos casos de transtornos mentais na sociedade.