Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 22/08/2020
Depressão, déficit de atenção, Síndrome de Burnout. Diversas são as enfermidades que acometem a saúde mental da população na contemporâniedade. Entretanto, apesar da inegável importância do tema, a característica narcisista e competitiva da sociedade e a negligência do Poder Público propiciam terreno fértil para o aumento de doenças de cunho psicológico.
Mormente, vale ressaltar que, hodiernamente, há uma cultura que premia o indivíduo competitivo e individualista. Segundo o filósofo sul coreano Byung-Chul, na obra “Sociedade do Cansaço”, na medida que as pessoas buscam realizar múltiplas tarefas, com máximo de desempenho e competitividade, elas atuam como empresas e o fracasso torna-se uma punição individual. Análogo, ao que ocorre no meio corporativo, a pressão por resultados é enorme e, com isso, a saúde psíquica é demasiadamente afetada.
Ademais, associado ao comportamento social coletivo, há, também, a deficiência do Estado em informar sobre a necessidade das pessoas serem saudáveis física e mentalmente. Muitos são os indivíduos que desconhecem e negligenciam os riscos da saúde mental por acreditarem que apenas aspectos físicos são importantes. Consoante um artigo publicado na revista “Lancet”, pessoas com depressão e Síndrome de Burnout possuem um risco 30% maior de desenvolverem diabetes. Nesse cenário, a ineficiência do Estado em informar como aspectos físicos e psicológicos estão interligados exacerba o comportamento negligente.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, o Ministério da Saúde, mediante parcerias com os meios de comunicação, deve promover campanhas publicitárias e palestras, a fim de informar a população sobre os riscos de negligenciar a saúde mental. Desse modo, os indivíduos tornam-se mais esclarecidos e, por conseguinte, o consciente coletivo nocivo pode ser alterado.