Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 22/08/2020
A modernidade em seu advento trouxe diversas transformações para a sociedade, entre elas o papel do indivíduo em sociedade. Entretanto, essas mudanças não vieram acompanhadas por mudanças culturais sobre o tratamento da saúde mental. Além disso, existem as cobranças midiáticas para se chegar a perfeição, causando diversos problemas emocionais nos indivíduos.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a revolução industrial trouxe um novo elemento para o mundo a vida em sociedade complexa e exigente de resultados. Tal perspectiva trouxe para os indivíduos muitas cobranças, dentre elas a cobrança por resultados sobre humanos em jornadas de trabalho enormes. Apesar de estarmos no século XXI, essa ainda é uma realidade no mundo globalizado, pois apesar de haverem menores cargas horárias nos trabalhos, a cobrança humana atingiu novos patamares: a vida social e intelectual. Dessa forma, o cuidado com a saúde mental é deixada de lado para priorizar o aperfeiçoamento para um melhor emprego ou para agradar uma pessoa que pode representar uma melhora social e financeira na vida do indivíduo.
Outro fator é o autocuidado, que apesar de ter conquistado seu espaço na agenda de algumas pessoas, ainda é desconhecido por boa parte da população. Uma vez que o lazer e o bem estar é substituído por tarefas desagradáveis apenas por gerar retorno financeiro. Além disso, o cuidado com a saúde da mente é descreditada na cultura popular brasileira, pois, pessoa que frequentam psiquiatra é tratada como “doidas” pelo senso comum. Bem como há a cultura fordista disseminada pelas mídias em que todos devem seguir um modelo programado seja de beleza ou de autocuidado. Esses tipos de propagações acabam afastando a sociedade do profissional que trata a psique por medo de rótulos e esses afastamento acaba por ocasionar danos não só a saúde, como também social pois existem vários casos de pessoas que cometem crimes devido um dano mental que poderia se tratado, como é o caso do massacre de Suzano em que os assassinos sofriam bullying na escola .
Fica claro, portanto que o tempo para o lazer e o cuidado mental não tem sido prioridade no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Saúde promover oficinas que visem a normatização do tratamento mental na sociedade. Bem como, é preciso haver uma reformulação no tratamento da mídia frente ao que é belo e normal, por meio de promoção de programas que debatam a importância da diversidade e do cuidado com a saúde no horário nobre para que uma maior parte da população seja alcançada. Assim será possível avançar apara um melhor qualidade de vida para o povo brasileiro.