Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 24/08/2020

A saúde mental é um estado em que uma pessoa é capaz de enfrentar as adversidades do dia a dia de modo produtivo e harmônico. Isso significa que ela é a essência do funcionamento eficaz de cada cidadão e, caso esteja em desequilíbrio, tanto a saúde do paciente como a economia - privada ou pública - são afetadas, portanto, o incentivo à busca do equilíbrio - com o autocuidado - deve ser uma preocupação vital para empresas e governos.

É imperativo abordar, em um primeiro momento, como a saúde mental é influenciada por diversos fatores sociais, principalmente as relações de trabalhos. Essa dinâmica é explícita ao se analisar a Síndrome de Burnout, um distúrbio emocional com sintomas de estresse e esgotamento físico decorrente de situações de empregos desgastantes ou muito competitivos, e que pode causar uma depressão profunda. Só em 2019, de acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, foram trinta e três milhões de brasileiros diagnosticados com essa doença, além do aumento em mais de 114% no número de cidadãos afastados de seus trabalhos. Ou seja, uma saúde mental prejudicada gera impactos na vida pessoal do indivíduo e afeta a economia das empresas - quando os funcionários são afastados - e a do país - devido à crescente requisição de auxílio-doença por esses colaboradores.

Sob esse viés, propagar a cultura do autocuidado é essencial para o funcionamento coeso da sociedade. Tal prática é caracterizada pela capacidade de dar atenção à saúde pessoal, para melhorá-la ou mantê-la, através de exercícios físicos - responsáveis pela liberação de hormônios importantes para a mente - um hobby e consultas com psicólogos, visto que são profissionais capacitados a guiar seus pacientes até a compreensão de suas múltiplas emoções, e como lidar com elas de maneira saudável. Desse modo, a prática do autocuidado também impacta a economia, porém de maneira positiva, ao aumentar a produtividade dos trabalhadores e reduzir os custos com o afastamento.

Diante do exposto, conclui-se que tanto as empresas como o Estado devem agir em prol do incentivo à busca de uma saúde mental equilibrada. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Educação, realizar campanhas publicitárias educativas - em televisões e internet - que elucidem a temática, com informações sobre o que é o autocuidado, qual a sua importância e como realizar essa prática, além de indicar qual é o momento de buscar ajuda médica. Cabe, também, às empresas o dever de criar um canal de suporte para seus funcionários por meio da oferta de consultas com psicólogos, já que para um bom funcionamento e engajamento da equipe, cada profissional precisa estar bem. E com essas ações, a sociedade - representada pelas empresas - e o governo conseguirão reduzir os impactos gerados pela ausência de saúde mental.