Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 26/08/2020

Segundo a Constituição Federal de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à saúde e à qualidade de vida.Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez que há desafios em preservar a saúde mental e, ainda, em estimular a cultura do autocuidado na atualidade.Nesse contexto, é importante analisar que parte da população tem suas garantias constitucionais violadas, isso sendo consequência da negligência governamental, somada à má formação escolar, o que dificulta a atenuação da problemática.

Em primeiro plano, observam-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, em desenvolver projetos eficientes no auxílio de pessoas com a saúde mental debilitada.Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abrem mão de parte de suas liberdades e delegam funções ao Estado, a fim de atingir o equilíbrio social.Sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não amplia, por exemplo, apoio psiquiátrico de qualidade para servidores públicos com funções e cargas horárias estressantes, como policiais e enfermeiros.Logo, a escassez dessas providências pode prejudicar a qualidade de vida dessas pessoas, além de gerar transtornos como a depressão e a ansiedade.

Ademais, as instituições de ensino demonstram-se ineficientes em desempenhar algumas de suas funções, como em orientar o estudante sobre a importância do autocuidado.Nesse ínterim, o psicólogo Lev Vygotsky reflete a ideia de que o desenvolvimento cognitivo do indivíduo está diretamente ligado às interações sociais, onde é papel do professor interferir nos processos de aprendizagem e estimular habilidades, valores e conhecimento.Nessa conjuntura, é dever do tecido educacional estimular o aluno na criação de hábitos saudáveis, como na prática de atividades físicas e na construção de relações amigáveis com seus amigos.Portanto, a realização desses hábitos contribuem para a manutenção do bem-estar tanto físico quanto mental de uma população, além de aumentar a sua expectativa de vida.

Em conclusão, é dever do Estado, mediante o cumprimento de deus deveres previstos na Carta Magna, desenvolver medidas capazes de mitigar a problemática.Destarte, é dever do Ministério da Educação, por meio do financiamento de palestras elaboradas por profissionais da área da psicologia, difundir para os alunos de escolas públicas a importância da cultura do autocuidado, como na construção de relações sociais saudáveis e em hábitos alimentares adequados.Desse modo, estudantes com a saúde física ou mental debilitada poderão receber auxílio, o que contribui para a formação de uma sociedade madura e preparada para momentos de adversidades, como o surgimento de uma pandemia.