Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 27/08/2020
O Estado é uma instituição política de caráter normativo que visa ao estabelecimento de regras para o bom funcionamento da sociedade. Desse modo, vale enfatizar que o artigo 6 da Constituição Federal de 1988 garante , dentre outros direitos, o acesso à saúde, que é o estado de boa disposição física e psíquica, porém o ultimo, normalmente, é negligenciado, o que torna cada vez mais necessário pregar a cultura do autocuidado.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que a negligencia com a saúde mental se deve à esteriotipização de loucura em relação às pessoas que frequentam psicólogos e psiquiatras, isso se deve à falta de discussão do problema. De acordo com informações do site “Huff Post Brasil”, psicofobia é o preconceito com transtornos mentais em que as pessoas diagnosticadas tem vergonha de se tratar. Dessa forma, pode-se concluir que existe falha da sociedade e do Estado por não falar sobre essa problemática e não pregar sua extinção.
Cabe mencionar, em segundo plano, que não dar importância à cultura do autocuidado se tornará maléfico no que tange o possível crescimento dos transtornos mentais na sociedade moderna, pois ela é “bombardeada” diariamente com o estresse cotidiano da modernidade líquida. Destarte, em analogia ao pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade líquida é incapaz de fazer planos a longo prazo e é caracterizada pela liquidez do pensamento, sintomas do transtorno de ansiedade, que em número é liderado na America Latina pelo Brasil, segundo o site “Huff Post Brasil”.
Portanto, o Governo deve difundir a cultura do autocuidado e conscientizar a sociedade de sua importância, com intuito de extinguir a psicofobia, por meio de campanhas midiáticas, e com o auxílio do Ministério da Educação realizar palestras nas escolas com o objetivo de atingir a parcela jovem. Espera-se, com isso, promover uma sociedade consciente da importância do autocuidado e, assim, extinguir a psicofobia.