Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 31/08/2020

A escritora Rupi Kaur publicou em um de seus livros: “Como você ama a si mesmo é como você ensina os outros a te amarem.” Fora do mundo literário, a frase interliga-se a prática essencial do autocuidado, especialmente em razão dos problemas que a falta do mesmo causa nos indivíduos, como a autoaceitação e o bem-estar mental.

Em primeira esfera, instruindo-se da influência que a mente tem sobre o corpo, torna-se fulcral pontuar que a autoestima baixa é um empecilho a realização do autocuidado e que este pode acarretar transtornos, bem como doenças e consequentemente a busca exacerbada por um padrão, principalmente no público feminino. Com isso, de acordo com um levantamento do documentário “Embrace”, cerca de 90% das mulheres do mundo são infelizes com seu corpo e que 77% dessas, apresentam propensão a desenvolver algum tipo de distúrbio, como anorexia, bulimia e compulsão por comer.

Outrossim, insere-se a problemática o neglicenciamento do bem-estar mental, que segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) se correlaciona com a Saúde Mental, definida como um completo bem-estar-físico e social. Destrate, com o descaso do mesmo, urgem diversos transtornos, suscitando em dados como o do G1, demonstrando que 86% dos brasileiros sofrem com algum transtorno mental, como ansiedade, depressão e que 60% destes não faz ou nunca recorreu a uma terapia.

Em suma, são indubitáveis alterações na estrutura preventiva e para tal, a sociedade, em geral, deve proibir a padronização bem como o tabu existente para terapias, doenças mentais e físicas. Além disso, deve promover tratamento psicológico desde as pequenas até as grandes empresas, praças públicas e em todos os hospitais, abrangendo qualquer público e promovendo o auxílio para a saúde mental e assim incentivando o autocuidado.