Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 26/10/2020
“É parte da cura o desejo de ser curado”. A frase dita pelo filósofo grego Sêneca, se correlaciona com um ponto fulcral na valorização ampla da saúde mental e autocuidado na sociedade, que é o desenvolvimento de um desejo cultural pela por essa temática tão necessária para toda a vida. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o a saúde psicológica e o autocuidado, enfrentam barreiras. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de informação sobre o assunto o que acentua o sedentarismo, fatores que devem ser analisados.
Precipuamente, é crucial pontuar a necessidade de informações sobre saúde mental e o autocuidado como o principal caminho para enraizar esse bem na cultura atual. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população o que inclui saúde em seu sentido mais amplo, contudo, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, sobre o discernimento do tema para toda a população, sabe-se que apesar do tema ser essencial é bem complexo pois envolve diversas áreas do conhecimento, saber esse que deve ser acessível a todos a fim de garantir visibilidade essa questão. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o sedentarismo como consequência da desinformação, oferecendo um grande risco de saúde física e mental a seus adeptos. De acordo com o filósofo alemão Schopenhauer, o maior erro que o homem pode cometer é sacrificar a saúde a qualquer outra vantagem. Partindo desse pressuposto, tem-se atualmente o sacrifício da saúde em prol do trabalho e afins, tal conjuntura leva o indivíduo a se enxergar sem tempo para si mesmo ignorando, assim, o autocuidado e usando o tempo após o trabalho apenas para desfrutar de prazeres extremamente confortáveis e ausente de atividades físicas e esportivas que exigem esforço corporal. Dessa forma, a vida sedentária, está associada ao modelo cotidiano apressado e os confortos da vida moderna.
Dessarte, com o intuito de estimular uma melhor saúde mental e autocuidado, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio da Secretaria de Comunicação, Secom, será revertido em um plano de propagação didática da saúde mental e a cultura do autocuidado , através de propagandas, estimulando a realização de atividades físicas, métodos de meditação, alongamentos, “e-books” sobre a saúde mental, vídeos instrucionais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do da falta de valorização da questão supracitada, e o desejo de ser curado, explicado por Sêneca, se tornará intrínseco.